domingo, 1 de fevereiro de 2009
Sem rodinhas!
E vindo cheia de especulações, dúvidas e me questionando sem cansar (já que nem cansaço eu tinha mais), dei de cara com ela vindo toda bamba; ora ia pedendo pra um lado, ora ia pendendo pra outro...
Ela estava concentradíssima no que estava fazendo, prestava atenção em tudo: no quebra-mola, na roseira, nos carros estacionados e quando passou do meu lado tão devagar (com medo de cair) quanto meus passos, eu só consegui dizer: "Que linda! Sem rodinhas!" . E ela toda orgulhosa, sorriu mais pra si do que pra mim: "Obrigada!"; ela ia de encontro a alegria e felicidade sem se questionar pelo simples prazer de sentir coragem.
Aprendi que coragem não é ausencia de medo mas o fato de arriscar e se jogar! Sem medo, sem pudores, sem culpa, pelo simples fato de se livrar!
Se livrar de tudo aquilo que foi, se livrar dos pesamentos "que serão", se livrar de si mesmo
pra apenas ser e viver!
Ser intenso em cada detalhe da parte tornando o todo ousado! Ousada na forma de inspirar, expirar, transpirar você...
É sentir prazer em coisa boba, coisa pequena que deixa de ser boba e pequena porque engrandece o coração; é sentir teu peito te guiar, é sentir o pulsar!
Eu sinto esse prazer de querer, de ser corajosa! Que sorri orgulhosa de si!
Ora vou pra um lado, ora vou pra outro mas sigo na mesma direção.
Não importa se chorei, não importa se vou sorrir, o importante é que emoções eu vivo!
Sou aquela que anda sem rodinhas!
 
posted by santadopaoco at 11:56 | Link para este Post |


4 Commentários:


  • At 1 de fevereiro de 2009 18:48, Blogger Mayra

    Priiiii, eu também consegui!!
    Já não uso mais rodinhas!!! E é tão feliz, ter coragem de ser felizz!
    Quando a felicidade ultrapassa o egoismo e atinge qualquer um que estiver por perto, melhor ainda, multiplica-se!!

    Me identifiquei muito com esse texto! hehe Raro!

    =)

     
  • At 2 de fevereiro de 2009 17:23, Blogger Dani

    Minha definição de coragem favorita:

    "- Quando era pequena - Coraline disse para o gato -, quando vivíamos em nossa velha casa, há muito, muito tempo, papai me levou para passear no terreno baldio que ficava entre a nossa casa e as lojas. Não era o lugar ideal para passear. Lá ficavam todas aquelas coisas que as pessoas tinham jogado fora - fogões velhos, pratos quebrados, bonecas sem braço e sem perna, latas vazias e garrafas espatifadas. Papai e mamãe me fizeram jurar que não iria explorar lá atrás, porque havia muitos objetos pontudos, tétano e coisas do gênero. Mas continuei dizendo que queria explorar o lugar. Então, um dia papai calçou suas botas grandes marrons e suas luvas, pôs minhas botas, meu jeans e suéter, e fomos dar uma volta.

    Acho que andamos por cerca de vinte minutos. Descemos a colina até o fundo de um barranco onde passava um rio quando, de repente, meu pai falou: Coraline - fuja! Suba a colina. Já! Falou de um jeito firme, com urgência, então obedeci. Subi a colina correndo. Algo me atingiu atrás do braço enquanto eu fugia, mas continuei correndo.

    Quando cheguei ao topo, ouvi alguém disparar colina acima atrás de mim como um raio. Era meu pai, atacando como um rinoceronte. Quando me alcançou, levantou-me em seus braços e ergueu-me por sobre o cume da colina. Então paramos ofegantes e palpitantes, e olhamos de volta para o barranco lá embaixo. O ar estava animado com vespas amarelas. No caminho, devíamos ter pisado em um vespeiro dentro de algum tronco podre. E enquanto eu corria colina acima, meu pai ficou e foi mordido, para me dar tempo de fugir. Seus óculos haviam caído durante a corrida.Eu tinha uma única picada, atrás do braço. Ele tinha trinta e nove, espalhadas pelo corpo. Contamos depois, no banho.

    O gato preto comçou a lavar o rosto e os bigodes de um modo que indicava crescente impaciência. Coraline abaixou-se e deu-lhe uma batidinha atrás da cabeça e do pescoço. O gato levantou-se, deu alguns passos até sair do seu alcance, depois sentou-se e olhou-a novamente.

    - Então - disse Coraline - , mais para o fim da tarde, meu pai voltou ao terreno baldio, para recuperar seus óculos. Disse qe se deixasse passar um dia, não conseguiria se lembrar onde eles haviam caído. E logo ele voltou para casa, usando seus óculos. Disse que não teve medo quando ficou lá em pé, sendo picado e ferido pelas vespas, vendo-me fugir. Sabia que tinha que me dar tempo suficiente para correr, ou as vespas perseguiriam a nós dois.

    Coraline girou a chave na porta. A chave girou com um clunk sonoro. A porta abriu-se completamente. Não havia parede de tijolos do outro lado: apenas escuridão. Um vento frio soprava pela passagem.Coraline não tomou a iniciativa de atravessar a porta.

    - E ele disse que não tinha sido corajoso ao simplesmente ficar lá e ser mordido - disse Coraline ao gato. - Não tinha sido corajoso porque ele não tivera medo: era a única coisa que ele podia fazer. Mas, voltar para pegar os óculos, sabendo que as vespas estavam lá e, desta vez sentindo medo, aquilo era coragem.

    Coraline deu o primeiro passo para dentro do corredor. Podia sentir o cheiro de poeira, umidade e mofo. O gato caminhava a seu lado.

    -E por quê? - Perguntou o gato, embora parecesse muito pouco interessado.

    - Porque - disse ela - quando você tem medo e faz mesmo assim, isso é coragem."

    Te amo, minha linda!!! Aproveite bastente o seu novo mundo sem rodinhas ^-~

     
  • At 2 de fevereiro de 2009 21:00, Blogger Douglas Souza

    Ainda ando ora com rodinhas, ora sem.
    Mesmo tendo já pernas suficientemente grandes para tocar o chão e parar a hora que quiser, para mudar o rumo ou só para tomar fôlego, ainda sinto necessidade de fazer uso dessas malditas rodinhas desgastadas.
    Mas fico feliz em saber que, para abandonar as rodinhas, é preciso saber e conseguir tocar no chão com as pernas.

     
  • At 7 de fevereiro de 2009 18:13, Blogger Luli =)

    Amei o texto, Pri!!!

    E confesso que ainda tenho uma rodinha...rs]

    bjs
    Luli
    =)